
Por; UEM - O Cursinho Pré-Vestibular da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está com inscrições abertas até 20 de abril para a nova edição. Contemplado por financiamento do Ministério da Educação e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, o projeto passa a fazer parte da Rede Nacional de Cursinhos Populares (Cpop), com 120 vagas destinadas prioritariamente a estudantes de escolas públicas.
Para se inscrever, o estudante deve acessar o site cursinho.uem.br e ter renda familiar per capita de até um salário-mínimo. Do total de vagas, 10% das vagas são voltadas a pessoas atendidas pelo Núcleo Maria da Penha (Numape) ou pelo Núcleo de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e da Juventude (Neddij); 20% das vagas para pessoas que se autodeclarem pretas, pardas ou indígenas; 10% das vagas para migrantes ou filhos de migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade; 5% das vagas para pessoas transgênero; e 5% das vagas para mães-solo.
Os documentos necessários para envio na inscrição e os critérios de classificação estão disponíveis em edital. Com a política pública, o Cursinho UEM foi contemplado com financiamento federal de até R$ 208 mil, o que permitirá a ampliação das atividades e a concessão de auxílio permanência para 40 estudantes, no valor de R$ 200 mensais durante oito meses, voltado prioritariamente a estudantes em maior situação de vulnerabilidade social.
As aulas terão início em 27 de abril, no período noturno, e serão realizadas no Câmpus da UEM, em Maringá. Ao todo, 25 docentes com formação em suas áreas, a maioria com mestrado e/ou doutorado, estão envolvidos com o projeto. A equipe técnica-pedagógica é composta por 10 voluntários da comunidade interna; a coordenação institucional é dos professores Rafael da Silva e Geovanio Rossato e a coordenação pedagógica é do professor Davi Talizin, além de docentes de pedagogia, psicologia, serviço social e da medicina.
Para Talizin, mestrando em Ensino de História da UEM, o principal objetivo é a democratização do acesso ao ensino superior, compreendendo a educação como um instrumento fundamental de transformação das condições de vida. “O projeto se estrutura a partir do compromisso com a ampliação de oportunidades para estudantes historicamente excluídos dos espaços acadêmicos”, afirmou.
A edição conta com o apoio externo da Arquidiocese de Maringá, por meio da Cáritas Arquidiocesana. O coordenador Rafael da Silva destaca a importância de tornar a universidade mais inclusiva. “Com a atuação do cursinho, conseguimos democratizar o acesso à educação, antes mesmo das atuais políticas de cotas atuais, e ampliar, inclusive, as discussões sobre assistência e permanência estudantil no ambiente universitário.”