Enchentes, temporais e chuvas intensas podem atingir o Paraná com o El Niño; entenda

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O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) acompanha semanalmente a evolução do El Niño, fenômeno climático natural que deve ganhar força a partir do inverno de 2026 e influenciar diretamente o clima no Estado ao longo do segundo semestre. A Defesa Civil do Paraná também reforça ações preventivas junto aos municípios, com treinamentos, simulações e disponibilização de recursos.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que favorece maior concentração de calor e umidade, contribuindo para a formação de tempestades e alterações nos padrões de vento em diversas regiões do planeta. Na América do Sul, o fenômeno tende a intensificar o transporte de calor e umidade da Amazônia para o Sul do Brasil, aumentando as chuvas na região, enquanto o Norte do País costuma registrar períodos mais secos.

Para o inverno de 2026, a previsão indica temperaturas mais amenas no Paraná, com menos episódios de frio intenso em comparação ao ano anterior. No segundo semestre, a expectativa é de chuvas mais intensas, porém irregulares e persistentes, com volumes acima da média histórica em todas as regiões — especialmente na metade sul do Estado.

• O fenômeno faz parte do ENOS (El Niño-Oscilação Sul), que alterna períodos de aquecimento (El Niño) e resfriamento (La Niña) das águas do Pacífico e é considerado um dos principais reguladores do clima global.

• A intensificação do El Niño deve ocorrer gradualmente, podendo atingir níveis fortes a muito fortes entre a primavera e o verão.

Preparação e ações preventivas

A Defesa Civil do Paraná realizou reuniões com os Núcleos de Atuação Regional para reforçar medidas de prevenção junto às prefeituras.

• Entre as principais orientações estão a revisão dos Planos de Contingência e o mapeamento de áreas de risco para enchentes e deslizamentos.

• Também foi destacada a importância da limpeza de galerias pluviais, dragagem de rios e monitoramento de encostas.

Regiões com histórico de alagamentos, enxurradas e deslizamentos recebem atenção especial, com realização de simulados, como já ocorreu em municípios do Litoral.

O Fundo Estadual para Calamidade Pública (Fecap) já destinou R$ 16,2 milhões para obras preventivas, incluindo drenagem e construção de pontes em áreas vulneráveis.

• Mais de 3 mil voluntários estão em processo de capacitação pela Defesa Civil para atuação em situações de emergência.

Investimentos em monitoramento

O Simepar iniciou a contratação de novos meteorologistas e a ampliação da rede de monitoramento com o programa Monitora Paraná.

• Estão sendo adquiridos radares meteorológicos modernos do tipo Doppler com dupla polarização, considerados tecnologia de ponta.

• Os equipamentos serão instalados em diferentes regiões do Estado para ampliar a cobertura e a precisão das previsões.

Também está em desenvolvimento o projeto Monitora Litoral, que inclui boias oceanográficas e sistemas avançados de alerta de desastres.

• Esses sistemas vão permitir maior precisão no acompanhamento de chuvas, níveis de rios e condições oceânicas.

Alertas à população

O monitoramento é realizado 24 horas por dia pelo Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres.

• A população pode se cadastrar gratuitamente para receber alertas da Defesa Civil enviando o CEP por SMS para o número 40199.

• Também é possível receber avisos via WhatsApp, cadastrando o número (61) 2034-2611.

Os alertas ajudam a população a se preparar para eventos como tempestades, alagamentos e deslizamentos.

Apesar da previsão de impactos, os órgãos estaduais reforçam que ainda não é possível determinar com precisão quais regiões serão mais afetadas ou a intensidade dos eventos, destacando a importância da prevenção e do acompanhamento constante das condições climáticas.


 

 

 

 

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