
Estudantes trans da Universidade Estadual de Maringá (UEM) denunciam que foram impedidos de exercer o direito ao voto durante a eleição para a reitoria da instituição, realizada nesta segunda-feira (17).
Segundo os relatos, estudantes que já tiveram seus nomes sociais oficialmente retificados encontraram informações divergentes nas listas eleitorais utilizadas durante a votação. A situação teria feito com que alguns deles não conseguissem participar do processo de escolha da nova reitoria.
A denúncia envolve justamente estudantes que, apesar de já terem realizado a retificação do nome social, afirmam ter encontrado dados que não correspondiam à forma como são oficialmente identificados pela universidade.
O problema teria causado constrangimento e impedido a participação de estudantes em uma eleição que envolve toda a comunidade acadêmica. Os relatos também levantam questionamentos sobre os procedimentos adotados pela instituição para a atualização dos dados dos eleitores.
A situação ganhou repercussão entre estudantes e entidades acadêmicas. O caso também foi alvo de manifestação do Centro Acadêmico de Física Isaac Newton (CAFIN), que divulgou uma nota de repúdio cobrando esclarecimentos e uma apuração por parte da universidade.