
O Brasil já registrou 136 casos de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Desse total, 129 são considerados confirmados e sete classificados como prováveis.
A atualização mais recente do boletim epidemiológico incluiu cinco novos estados na lista de notificações. Foram registrados três casos no Rio Grande do Norte e um caso em cada um dos seguintes estados: Ceará, Goiás, Pará e Sergipe.
Distribuição dos casos no país
A maior parte das ocorrências deste ano está concentrada no estado de São Paulo, que soma 86 registros. Na sequência aparecem:
Rio de Janeiro – 19 casos
Rondônia – 10 casos
Minas Gerais – 7 casos
Rio Grande do Sul – 3 casos
Paraná – 2 casos
Santa Catarina – 1 caso
Distrito Federal – 1 caso
Apesar dos registros atuais, o número de casos é menor que no mesmo período de 2025, quando quase 400 infecções foram contabilizadas entre janeiro e março.
Mesmo com a redução, autoridades de saúde seguem em alerta após a identificação de uma nova variante do vírus no Reino Unido, detectada em dezembro do ano passado.
Casos e mortes desde o início do monitoramento
Desde o início da vigilância epidemiológica da doença no país, em 2022, o Ministério da Saúde confirmou 14.614 casos de mpox.
Nesse período, 19 mortes relacionadas à doença foram registradas no Brasil, de acordo com dados oficiais do governo federal.
O que é mpox
A Mpox — anteriormente conhecida como varíola dos macacos — é uma infecção causada pelo vírus MPXV, pertencente à mesma família dos vírus da varíola.
A transmissão ocorre principalmente por:
contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas
abraços, beijos ou relações sexuais
contato com objetos contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e utensílios
O período de incubação da doença — intervalo entre a infecção e o início dos sintomas — pode variar de 3 a 21 dias.
Sintomas mais comuns
Entre os principais sintomas da mpox estão:
febre
dor de cabeça
dores musculares
aumento dos gânglios linfáticos
cansaço
lesões ou erupções na pele, que podem aparecer no rosto, mãos, pés ou região genital
Especialistas orientam que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento médico e evitem contato físico próximo com outras pessoas até avaliação de profissionais de saúde.