
Autoridades de saúde internacionais emitiram um alerta após o aumento de casos de uma infecção fúngica altamente contagiosa que pode ser transmitida por contato íntimo, incluindo relações sexuais. O micro-organismo identificado é uma variante do fungo dermatófito conhecida como Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII), responsável por uma forma agressiva de micose genital.
Organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) monitoram a disseminação da infecção, que já foi detectada em vários países da Europa, Ásia e América.
O que é o fungo e por que ele preocupa
O Trichophyton mentagrophytes tipo VII é um fungo que afeta principalmente a pele, causando lesões inflamatórias graves, especialmente na região genital, nádegas e parte interna das coxas. A infecção é considerada altamente contagiosa e pode ser transmitida por:
Relações sexuais;
Contato direto com a pele infectada;
Compartilhamento de roupas, toalhas ou lençóis contaminados;
Ambientes quentes e úmidos que favorecem a proliferação do fungo.
Segundo o CDC, esse tipo de micose pode ser mais resistente aos tratamentos convencionais, o que aumenta o risco de disseminação e complicações.
Sintomas mais comuns
Os principais sinais da infecção incluem:
Lesões avermelhadas e inflamadas na pele;
Coceira intensa;
Descamação;
Feridas dolorosas;
Irritação na região genital.
Em alguns casos, a infecção pode persistir por semanas ou meses sem tratamento adequado.
Transmissão durante o contato sexual
Especialistas alertam que o contato íntimo facilita a transmissão devido ao contato direto com a pele infectada. A Organização Mundial da Saúde destaca que a disseminação tem sido observada principalmente entre adultos sexualmente ativos.
Importante destacar que não se trata de uma infecção exclusivamente sexual, mas o sexo é um dos principais meios de transmissão devido à proximidade física.
Tratamento e dificuldades
O tratamento geralmente envolve medicamentos antifúngicos, como:
Terbinafina;
Itraconazol;
Antifúngicos tópicos e orais.
No entanto, algumas cepas têm demonstrado resistência, exigindo tratamento mais prolongado.
De acordo com especialistas, o diagnóstico precoce é essencial para evitar a disseminação.
Como se proteger
Medidas recomendadas incluem:
Evitar contato íntimo com pessoas com lesões suspeitas;
Não compartilhar roupas ou toalhas;
Manter boa higiene corporal;
Procurar atendimento médico ao notar sintomas;
Completar o tratamento corretamente.
Situação global e monitoramento
Países como Reino Unido, França, Alemanha e Estados Unidos já confirmaram casos. Autoridades de saúde reforçam a importância da vigilância epidemiológica para conter a propagação.
A infecção não costuma ser fatal, mas pode causar desconforto significativo e se espalhar rapidamente sem controle.
Quando procurar um médico
Procure atendimento imediatamente se apresentar:
Lesões genitais incomuns;
Coceira persistente;
Feridas que não cicatrizam;
Irritação intensa após contato íntimo.
O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações.