
Por; R7 - A Polícia Militar investiga a conduta de agentes que atiraram e mataram dois homens que estavam em uma moto em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. As vítimas, segundo familiares, eram pedreiros e seguiam para o trabalho quando foram baleadas durante uma operação policial.
A morte dos dois homens provocou protestos que chegaram a interditar a BR-101. Passageiros foram obrigados a descer de ônibus atravessados na pista, enquanto manifestantes lançavam pneus contra carros que tentavam furar o bloqueio. Uma viatura da PM foi atingida por uma pedra e 11 linhas de ônibus tiveram a circulação afetada.
Segundo a família, Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, trabalhava como pedreiro. Já Edvan Felipe de Assis, de 47, era dono de um bar, mas ajudava o amigo em uma obra para complementar a renda. Os dois levavam ferramentas de trabalho e marmitas na moto quando foram atingidos pelos disparos. “Eles estavam carregando o equipamento necessário para trabalhar. Não teve nem chance de se defender e nem de sobreviver”, afirmou Ana Carolina Lopes, viúva de Marcelo.
A Polícia Militar informou que abriu procedimento interno para apurar a atuação dos agentes, que foram afastados das ruas e tiveram as armas apreendidas para perícia. A Delegacia de Homicídios também acompanha o caso e vai analisar imagens das câmeras corporais. “Não tinha pra quê, não teve abordagem, não teve sirene, não teve nada, só teve morte”, disse uma vizinha das vítimas.