
O Paraná enfrenta um aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), acendendo um alerta nas autoridades de saúde em diversas regiões do estado. O crescimento está associado à circulação simultânea de vírus respiratórios já conhecidos, como a Influenza A (gripe), o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o rinovírus.
A Influenza A é responsável por quadros mais intensos e apresenta sintomas como febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, tosse seca e cansaço extremo, podendo evoluir para pneumonia. Já o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) preocupa principalmente por atingir crianças pequenas e idosos, com sintomas como coriza, tosse persistente, chiado no peito e dificuldade para respirar. O rinovírus, principal causador do resfriado comum, provoca coriza, espirros, dor de garganta e congestão nasal, mas também pode evoluir para complicações em pessoas vulneráveis.
Dados recentes indicam que a incidência dos vírus varia conforme a idade. Entre crianças de até 4 anos, o VSR tem sido o principal responsável pelos casos mais graves. Já entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus aparece com maior frequência. Nas últimas semanas, a Influenza A tem predominado entre jovens, adultos e idosos, sendo a principal causa dos quadros mais severos.
Outro ponto de atenção é o crescimento da Influenza B, que vem apresentando aumento, especialmente entre pessoas de 5 a 14 anos e também na faixa de 15 a 49 anos.
O avanço dos casos está diretamente ligado ao período de temperaturas mais baixas, quando há maior permanência em ambientes fechados, favorecendo a transmissão dos vírus. Hospitais e unidades de saúde já registram aumento na procura por atendimento, especialmente entre os grupos de risco.
As autoridades reforçam que, apesar do cenário de alerta, não se trata de novos vírus, mas sim da intensificação da circulação desses agentes durante o inverno. A recomendação é manter as medidas preventivas, como higienização frequente das mãos, vacinação contra a gripe e uso de máscara em caso de sintomas.
Em casos de agravamento, como falta de ar, febre persistente e cansaço extremo, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. O momento exige atenção e cuidados redobrados por parte da população.